segunda-feira, 23 de março de 2015

Menos é mais.

Eu sempre tive muitas coisas. MUITAS. Provavelmente pelos meus hobbies e interesses.

Amo ler (jura?) e encaro meus livros como meus bebês e como conforto, como um security blanket. Se eu sei que eles estão comigo, que eu posso sempre folheá-los de novo, relê-los, estou feliz. É como saber que sempre poderei voltar àqueles lugares que não deixam de ser, também, laresmeu lar. Portanto, imaginem o espaço que ocupam. Adoro música e ainda adoro possuir meus álbuns favoritos.

Também gosto de ter pequenas coisas, objetos, que representem alguma parte de mim mesma, algum traço de minha personalidade. Seja um pingente de bailarina - ou dois, ou cinco, ou vinte -, uma miniatura de unicórnio, uma caneca em teal (cor símbolo da nevralgia do trigêmeo).

E eu sou a louca da papelaria - e da livraria, como podem imaginar. Amo pintar, desenhar e, principalmente, escrever. Cadernos, lápis, canetas, diários... são os melhores presentes que eu posso ganhar (depois de livros e chás, é claro). Sou menininha, bem feminina, gosto destas coisas enfeitadas, com bichinhos, em tons pastéis. Adoro bichinhos de pelúcia, especialmente quando são lembranças de viagens, presentes de pessoas amadas ou unicórnios!

Se vocês contarem com roupas, sapatos e bolsas (minha obsessão por grande parte de minha vida!), imaginem quanto espaço físico ocupo!

Com todas as reflexões e mudanças que tenho feito recentemente - citadas aqui -, algo começou a me incomodar: tenho objetos na casa dos meus pais, no antigo apartamento de meu marido (hoje ocupado por minha cunhada-amiga-irmã) e aqui, em nosso lar há um pouco mais de um ano. Especialmente roupas, sapatos, e bolsas.

Então comecei, quando visitava meus pais, a olhar certos itens, começando por vestuários. E compartilhei no Instagram, como podem ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui

Além de sacos e mais sacos de roupas (esvaziando totalmente minha antiga cômoda) e, cerca de 45 pares de sapatos (!!!), ainda há coisas que minha mãe quis, por exemplo.

A maior recompensa foi a doação, especialmente por muita coisa ter ido para vítimas de enchentes. Não entreguei pessoalmente, não conheço ninguém e não levei crédito por nada. E, embora eu quisesse conhecê-los, não é reconhecimento que espero. É saber que tanta coisa que acumulados e deixamos de lado serão úteis para alguém.

Toda esta limpeza também deve-se ao fato de eu estar, aos poucos, mudando meu estilo. Não só em relação à moda, mas meu estilo de vida. Com algumas mudanças simples de roupa - trocar jeans, tênis e camiseta por vestidos, por exemplo -, nunca me senti exteriormente tão eu mesma.

Falarei mais sobre a sensação incrível de possuir menos, e ainda tenho um longo caminho a percorrer. Foi apenas o começo.

E, é claro, também tenho livros para indicar sobre o assunto nos próximos posts!

:)

Um comentário:

Anônimo disse...

Post inspirador! Ansiosa para saber os livros que você irá comentar nos próximos posts!
Um grande beijo

Hanna