terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Prazer, eu sou trigêmea.

Em tantos anos com nevralgia/neuralgia do trigêmeo eu já passei por dezenas de médicos (e dentistas, etc.), e eu nem imagino quantas vezes fui ao hospital e ao pronto-socorro.

E, entre tantas pessoas me examinando, já ouvi muita besteira. Desculpem-me, não há palavra melhor. Besteiras mesmo. Centenas ou milhares delas. Acho que eu deveria fazer um caderninho com as coisas que ouço. pois às vezes é inacreditável.

Eis que dia 20/12 lá estava eu novamente em um hospital diferente e sem saber o que esperar.

 O ruim/engraçado:

Final da conversa com o enfermeiro que fez a triagem:
_ Eu nunca ouvi falar disso, como é mesmo, nevralgia...
_ Nevralgia do trigêmeo.
_ Que curioso... mas então você é trigêmea???

 O bom:

Em todos estes anos, foi o melhor médico que me atendeu em pronto-socorro. Entendia muito bem, falava com clareza, pediu exames, checou várias coisas e, segundo ele, como estou "calejada com toda essa coisa de nevralgia do trigêmeo", conversou sobre remédios, sobre seus efeitos, utilizou termos técnicos - o que pra mim foi ótimo (já estou ficando craque) -, explicou o motivo de cada remédio antes, me checou várias vezes no leito e disse que só me daria alta quando tivesse certeza de que eu estava bem.

O que, para muitos pode parecer chato e cansativo, para alguém que tem uma "doença crônica invisível" e passa diariamente pelo preconceito de pessoas (da área da saúde ou não) que dizem que é invenção, psicológico ou frescura, ter alguém que dê a devida seriedade é um alívio.

Ainda preciso trabalhar meu receio em procurar hospital e pronto-socorro, mas depois desse atendimento estou um pouco mais calma e esperançosa.

 Desastres da vida offline:

Eu tive gripe e crises de dor direto, eu só queria ficar saudável. Não perdi só tempo no blog, mas muitas, muitas coisas (importantes e/ou divertidas).

Também aconteceram coisas tristes com pessoas que eu amo, e dói muito ver quem você ama sofrer de qualquer maneira. Eu só queria deixar todos bem.

Naquela vez a bolsinha termo-fofo de vaquinha estourou. Ontem a de pinguim estourou. Eu ainda quero todos os bichinhos termo-fofos, mas agora fiquei com receio.

Foi bom que o médico pediu exames no hospital, pois um deles acusou algo sim (já estou bem, não era nada sério, só precisava de cuidados). Todavia, eu já tinha ganho alguns quilinhos (não me perguntem quantos, eu não me peso) pelos remédios pra controlar a crise de NT e ele receitou esteróides, então tenho me sentido horrivelmente inchada. Mas... o que importa é ficar bem e saudável!

Acordei dia 26 com dor (pois tomei chuva dia 25 - sou esperta pra caramba!) e ainda grogue pelos remédios na casa da tia. E é óbvio que Bono, o golden retriever gorducho do primo resolveu me dar bom dia pulando em mim (e eu fico roxa fácil, imaginem hematomas de patinhas).

Há um tempo atrás descobri que Melissa é praticamente a única marca de calçado que não machuca meus pés. *não é propaganda - Melissa pra sapatos e sapatilhas, Havaianas pra chinelos e Nike pra tênis* Porém, no Natal machucou, meu pé inchou, só queria ficar descalça (e, como sou moleca e criança, no fim da noite do dia 26 eu fiquei, brincando na garagem da tia-avó de amarelinha com as meninas).

Com o pé inchado, durante o dia, caí visitando os parentes paternos de meu marido. No chão de concreto com terra, folhas, musgos, whatever. Eu sempre caio, é incrível! Como meu tio diz, eu tropeço até em formigas!

Com os pés inchados e marcas ficando roxas, jeans sujo e corte na mão, minha sogra fechou a porta do carro em minha perna. Eu gosto de enfatizar que foi ela só pra brincar, já que tenho 99,9% de certeza de que o descuido foi meu, como sempre.

E eu não estou reclamando, queria terminar este post de uma maneira mais leve. Pois esta sou eu - criançona, desastrada... e feliz. Não feliz apesar da nevralgia e de tudo mais. Feliz com tudo, com minha vida do jeito que está.

Terminei o dia 26 sendo maquiada por duas meninas lindas e fofas da família, que usaram e abusaram de minhas maquiagens MAC, Clinique, Estée Lauder - pensem nas mais caras que eu possa ter... e foi uma delícia ficar parecendo uma palhaça, mesmo eu tendo coulrofobia!

Quando a dor chega, todos os dias da minha vida (sem exceção e provavelmente será assim pra sempre), é o próprio Inferno na Terra. E eu desejo morrer. Mas quando eu paro por um momento, só consigo sorrir ao pensar em minha vida. E ser grata. Imensamente grata.

E, se eu não postar amanhã, desejo que tenham a sorte de terem a mesma visão sobre a vida de vocês. E que 2015 seja absurdamente feliz!

:)



2 comentários:

Anônimo disse...

Post lindo!!!!!
Um 2015 maravilhoso pra você também!
Um grande beijo

Hanna

Roseli de Araujo Gomes disse...

Olá Paty!!
Volta e meia nos encontramos pelos blogs, ou é um texto ou é um desafio e lê-la é sempre um bálsamo... eu - quando fui diagnosticada com Fibromialgia me senti como você - consigo hoje "administrar" a dor, mas é fato, acordar todo dia dolorida (ainda mais que cai fácil) não é a melhor coisa do mundo...
Feliz 2015 - estou no desafio I Dare!!