quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Li: A Última Música, de Nicholas Sparks


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Das duas vezes em li Nicholas Sparks, foi sem preconceito algum, mas sem esperar que fossem grandes obras da literatura.

Eu não entendo mais - embora algum dia certamente eu já tenha pensado assim - o preconceito literário, essa implicância com best-sellers, chick-lit, young adult, autoajuda, etc. Embora eu seja grande fã dos clássicos desde pequena, e tenha sido apresentada a grandes obras durante a graduação em Letras, sempre fui fã de Stephen King e Harry Potter.

Pra mim existem livros bem escritos e mal escritos. Alguns que tenho lido eu nem gosto tanto do tema, mas são tão bem escritos que me conquistam. Da mesma forma que o oposto também acontece.

Não irei entrar em questões de autores que produzem em massa, sempre usando a mesma fórmula engessada óbvia e cheia de clichês, apenas mudando os nomes dos personagens para vender a mesma coisa para as mesmas pessoas e enriquecer as editoras. Nem se Nicholas Sparks é uma dessas pessoas.

O meu ponto é: leia o que gosta, o que te faz feliz, o que te traga conhecimento ou apenas entretenimento. Leia o que quiser.

É claro que quando estou lendo um young adult, um chick-lit, um romance água com açúcar, etc., eu sei onde estou me metendo. 

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*não é marca de amassado - eu teria um treco! - é sombra da orelha!*

Eu já havia assistido ao filme, e ainda não entendo quem comentou no Skoob que é bem melhor que o livro (gosto é gosto, Patrícia!).

E não gosto de comparar livro com filme - ou sempre iria preferir os livros mesmo! -, encaro como coisas totalmente diferentes, são formas de arte e expressão diferentes!

Fiquei feliz por conseguir lê-lo sem pensar nos atores em nenhum momento! Sério.

A escrita do Nicholas Sparks é boa, embora não seja grandiosa. É tudo muito encaixadinho, explicadinho. Ele é bom no que se propõe a fazer.

Em A Última Música, Ronnie (Verônica Miller) e seu irmão Jonah irão passar as férias de verão inteiras com seu pai na Carolina do Norte. Ronnie não fala com seu pai, que também foi seu professor de piano desde pequena, há três anos, desde o divórcio. Ela também abandonou a música e está em uma fase adolescente-rebelde-revoltada-pela-separação-dos-pais. Porém, eu gostei muito da personagem, ela tem uma doçura sincera.

O meu personagem favorito é seu pai, Steve, embora Jonah sempre cause várias risadas durante o livro.

Pelo que percebi, Nicholas Sparks tem a habilidade de fazer 99,9% dos personagens serem adoráveis.

Uma das coisas mais interessantes é o fato de cada capítulo apresentar a perspectiva de um personagem diferente. Temos a Ronnie, o Steve, o Marcus (o "vilão") e o Will (o "mocinho").

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*as fotos saíram ruins - estava tentando algo novo com o flash da câmera), mas as páginas são amarelas e  de excelente qualidade*

Todos têm dramas e dificuldades pessoais, então é muito interessante essa troca de pontos-de-vista durante a leitura.

É claro que o livro tem seu grande drama, há lágrimas (muitas!), desafios e superações. É um bom livro do estilo.

Para quem gosta, ou para quem quer experimentar algo assim, recomendo.

Avaliação:  

"Quatro 'asas'???", você deve estar pensando. Sim, pois ele cumpre o que propõe, e realmente está acima da média em relação aos outros que li do gênero - embora não tenha lido muitos, confesso. Sem mais.

:)

2 comentários:

Fernando Pacman disse...

Não li este livro pq acabei vendo o filme antes e ai desanimei com a leitura. Mas se o livro for tão bom como é o filme (normalmente os livros são melhores) eu recomendo muito.

Estou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.
Abraços

http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/

O Conto da Amanda disse...

Eu vi o filme, mas não li o livro, não tenho nenhum problema em ver o filme e depois ler o livro, sendo que os dois livros que eu li do Sparks me decepcionou um pouco, a escrita dele não me agrada, não flui.

amandastale.blogspot.com