sexta-feira, 20 de setembro de 2013

I wanna rock and roll all night - com nevralgia do trigêmeo!

Hoje tem show!!! ^^
E uma recapitulação básica: pessoas com nevralgia do trigêmeo, sofrem com uma dor extrema (conhecida como a pior dor do mundo) na face, geralmente em apenas um dos lados - o meu é o esquerdo -, sendo raros os casos de episódios em ambos. Os episódios de dor chegam normalmente sem aviso algum, podendo durar segundos ou minutos. E voltam mais inesperadamente ainda, com frequência variada (podem se repetir por horas, por exemplo, em um vai-e-vem enlouquecedor). É como uma descarga elétrica no nervo, como se o nervo estivesse desencapado, desgastado. Também é conhecida como a doença do suicídio - visto que muitos pacientes não a suportam - há crises que podem durar muito tempo, não tem cura definitiva, às vezes eu, particularmente, preciso tomar morfina (e mesmo assim não ajuda), etc., etc. etc.. #mimimi E, embora os neurologistas concordem que mudanças bruscas de temperatura (vento, chuva e coisas do tipo) pioram, parece-me que não há explicação científica. Porém, não dá pra arriscar, né?!
Então, como ir a shows de rock, baby?

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Antes de conhecer meu noivo, eu tinha visto pouquíssimos shows, e acho que o único que posso considerar de rock mesmo foi o do Oasis em 2006 (com uma chuva cabulosa!).

Sempre tive vontade de ir, mas faltava tudo - coragem, companhia, dinheiro e o fato de que não vinham tantas bandas internacionais boas por aqui com esta frequência toda.

Acredito que meu primeiro show com ele foi do Scorpions (depois vimos mais dois da banda - por favor, voltem!!!) em 13 de setembro de 2008. Depois teve Judas Priest duas vezes - uma de minhas melhores histórias de shows foi do primeiro, pois tive que imobilizar o dedão do meu pé (graças a bendita menina baixinha terrorista de coturno!) -, Madonna (sem ele e, ok, é pop!), Kagrra, (sem ele, mas VIP e meet and greet - guardo meus autógrafos com muito carinho!), Titãs, Kid Abelha, Iron Maiden (duas vezes), U2, Muse, Rogério Skylab (sim, estou contando! - A dança do corpo e dos membros. / Corpo e membro sem cabeça), Whitesnake, System of a Down, Aerosmith, Roger Waters, Kiss (duas vezes), um SWU onde vimos Zé Ramalho, Ultraje a Rigor, Tedeschi Trucks Band, Chris Cornell, Duran Duran, Peter Gabriel & The New Blood Orchestra e Lynyrd Skynyrd.

Durante estes anos acumulei várias histórias engraçadas, curiosas e trágicas (afinal, tente ter nevralgia do trigêmeo e ficar horas na fila, enfrentando sol, chuva - e praticamente uma tempestade de areia no show do System -, e ainda insistindo em tentar ficar o mais próximo possível do palco todas as vezes!), e aprendi valiosas lições.


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Par de coturnos com o pó do show do System!

Uma lição importante: a roupa é essencial!



Depois do acidente com meu pé, decidi que precisava comprar um par de coturnos. Porém, como sou uma pessoa chata, demorei um bom tempo para encontrar um par ideal!

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Pé super inchado pós-Judas Priest!

Eu queria um estilo militar, que não fosse só bonitinho, mas de qualidade. Aliás, a minha intenção era ter um de qualidade. E um que fosse de cano médio, pra ser mais fácil de usar com diversas roupas, e com um salto mínimo (quem consegue ficar de salto alto ou plataforma em show???) com solado de borracha.

O meu é este (porém comprei em uma loja física):

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Comprei meias exclusivamente para usar com ele. Também tenho um bolsa própria (uma pequena da Nike, também própria para esportes, impermeável), saquinhos impermeáveis, etc. Porém, quando vou com meu noivo, acabo optando por deixar meus documentos - e remédios! - com ele e não levar bolsa.

Quase sempre vou com camisetas de outros shows - sempre compro uma! -, mas elegi uma do Mickey (Disney geek!) praticamente como uniforme para shows em que vá passar muito tempo na fila (regata preta, mais comprida, portanto mais confortável pra sentar no chão, etc.).

Infelizmente hoje, com esta loucura em que minha vida se encontra - estou vivendo metade do tempo em casa e a outra no apê -, não deu pra me programar para ir com a camiseta do show anterior do Iron Maiden. :-(
Tenho um par de boyfriend jeans que é de estimação, da Colcci, rasgado e desbotado (lindo!), mas que atualmente está tão rasgado devido aos shows que provavelmente hoje será a última vez em que poderei usá-lo. Snif, snif. 
Depois de um tempo comprei um casaco da Quechua próprio para trilha, totalmente impermeável, respirável, super leve, com capuz removível e bolsos internos, e nunca mais tive qualquer problema com chuva, vento ou frio. Aliás, peguei chuvas fortíssimas com ele durante shows e fiquei super confortável! Como meu maior problema é com minha saúde, ele foi uma bênção.

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Sobre histórias de saúde, especialmente por causa do meu problema, tenho várias. Mas duas curiosas, por outros motivos, foram: 

 photo 09.gif Minhas lentes de contato contaminadas pela fumaça de maconha (foram palavras de meu oftalmologista, eu juro!) no primeiro show do Kiss - não, eu nunca experimentei droga nenhuma em minha vida (nem cigarro!), mas eu estava praticamente no meio de uma rodinha e não conseguia sair. No dia seguinte precisei ir ao oftalmologista pois meus olhos estavam super irritados (é claro que não apenas pela fumaça, mas pelo pó, etc.), e ele disse que minhas lentes estavam imprestáveis.

 photo 09.gif Passei metade do show do Roger Waters muito mal mesmo, e precisei tomar soro - sim, durante o show! Mais tarde comprovou-se ser uma virose. *a raiva por perder partes importantes do show foi a pior parte!*

Como eu tenho uma certa experiência em postos médicos de shows, queria fazer algumas observações: é claro que a maioria dos atendidos é pelas bebidas, drogas, desidratação, desmaios, etc. E deve ser um trabalho no mínimo estressante para quem fica lá. Porém, há muito preconceito. Se em hospitais e pronto atendimentos já existe o preconceito e desinformação com nevralgia do trigêmeo (há muitos médicos que nem nunca nem ouviram falar), imaginem nestes lugares. 
Não, eu não bebi nada, não uso drogas, não usei nada, não experimentei nada. - e mesmo assim irão te olhar com incredulidade.
Então, depois de lidar tanto tempo com isso, percebi que o melhor é procurar um lugar mais calmo, tomar uma água, tentar relaxar.

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Hoje eu sou um pouco mais tranquila, mas com certeza o fato de eu ir mais confortável ajudou muito. Realmente não entendo as meninas que se vestem como se fossem para uma balada - até admiro, mas não entendo. É claro que não abrimos mãos de certas vaidades, mas se tem uma coisa que aprendi com a nevralgia, é que conforto vem em primeiro lugar.

Eu não tinha muitos preconceitos com shows, e adoro poder dizer que a maioria não corresponde à verdade. Encontrei muita gente legal, educada, e definitivamente sofro menos em shows mais pesados do que em shows que geram fãs-desesperados-para-agarrarem-seus-ídolos-pop como o da Madonna, por exemplo.

:)


You keep on shoutin', you keep on shoutin'
I wanna rock and roll all night and party every day 

2 comentários:

Nanda disse...

Quando você me falou ontem que estava escrevendo sobre shows eu fiquei super empolgada, por que como sua amiga eu sei o quanto você ama shows de Rock e em como as pessoas nunca acreditam quando eu conto (por que você tem aquele probleminha chato de saúde e por ser *fofa demais* palavras da minha mãe XD).

Eu me lembro do acidente com o pé, você ficou uns bons dias indo para a faculdade com pé todo imobilizado, mas ainda sim falando em como o show foi demais :P

No do Kagrra fomos juntas eeeee *pula* foi um dos melhores shows que eu fui por que você e a jaque estavam comigo *abraça*

Concordo com você no que se diz conforto, eu sempre prefiro ir confortável, pois sempre pegamos muitas horas de espera ><

Eu concordo também quando você fala sobre o público rock ser mais de boa (tirando jrock ;D )eu fui ao SWU e foi o evento/show mais de boa que já enfrentei, pessoal do Rock tende a ser muito gente boa e se você conversa com a galera eles até te ajudam, coisa que em show de pop não acontece jamais XD

Preciso de uma coturno como a sua, por que com certeza faz diferença ^^

Amei seu post flor, super me empolguei lendo tudo ;)

Adriano Matos disse...

Muito legal que você não deixa essa dor lhe tirar os pequenos prazeres da vida, como ir a shows ! Eu gostaria de ir mais do que vou, mas é que eu sou muito pão duro e avesso a multidões hahaha... inventei de ir a um do Franz Ferdinand de graça ano passado pra quê... conheci (de longe) o spray de pimenta da policia e nem ouvi ninguém... melhor ter ido ver o filme do Pelé ! :D

Aqui no trabalho as fotos não carregaram... irei ver seu post novamente em casa :) Falou em coturno, eu sempre quis ter um... :)