sexta-feira, 12 de abril de 2013

Então sentei e escrevi.



Durante anos esta ideiazinha existiu. Talvez não a devesse citar no diminutivo, pois ela é grande, muito grande. E insistente.

Por anos ela esteve nos lugares mais escondidos de minha mente, nos cantos, atrás de caixas de arquivos com lembranças esquecidas – e outras que adoraria esquecer -, espiando entre frestas e pulando na frente de todas as outras, nos momentos mais inapropriados, fazendo meu coração disparar.

Uma ideia que se divide em milhares de pequenos insights desconexos. Juntos, cada um, cada frase solta ou até palavra única se encaixavam, eu só não sabia como. A ideia sabia, só não gostava de me mostrar.

Vez ou outra eu anotava algo, salvava alguma imagem, pesquisava  algum dado. E um título para todo este conjunto estava ali, pronto. Porém, tudo se juntava em um emaranhado de coisas, um novelo embaraçado que a Lili certamente adoraria brincar, e ele era a ideia, essa safadinha.

Às vezes eu passava a madrugada acordada, até amanhecer, deitada no escuro tentando desfazer os vários nós. Tudo se encaixava, mas ao mesmo tempo não. Até ontem.

Na última noite o fim virou começo e tudo começou a fazer sentido. Eu identifiquei as pontas. Durante todo esse tempo confundi o final com o início, não era óbvio? Não, não era.

Ontem a ideia resolveu sair para brincar, atrás de uma caixa de arquivos com sonhos de noites anteriores que gosto de guardar para uso futuro. No meio do arquivo “sonho da madrugada de 10/04/2013, parte II”, ela pulou, virou de ponta cabeça e sorriu.

E eu pude ver onde estava errando. O fim virou começo, e nomes de capítulos surgiram, assim como a frase final. A ideia finalmente mostrou seu esqueleto, brilhando como neon na frente de todas as outras ideias... aquela exibida!

De repente, ela ficou acesa tempo suficiente para eu sentar e escrever, sem parar, por um tempo que eu não sei dizer. As palavras surgem, as pontuações fazem sentido, a ordem, os adjetivos ganham vida.

E não importa que depois outras ideias tenham pulado na frente, ou necessidades que me fizeram lembrar que eu sou uma pessoa, tenho um corpo, e ele demanda cuidados básicos também. Não importa se ela diminuiu sua luz ou se escondeu de novo, mantendo-se à espreita, esperando outra hora inoportuna pra se jogar à minha frente. Não importa.

Pois na noite passada eu vi seu esqueleto. Eu finalmente vi. E sentei e escrevi.

:)

5 comentários:

JACQUE disse...

Seu blog é bem diversificado ;) amei!
Bjokas milll!!!
www.meninastricoteiras.com.br

Anne Viana disse...

Oi
adoreeei seu blog..obrigada pela visitinha =]
http://livroaoavesso.blogspot.com.br
Post Novo..confere lá!!!
Bjs

HGR disse...

Nossa, que post lindo e inspirador!
Você escreve MUITO bem, Patty, estou encantada!
Nunca deixe de escrever!
Amo você! <3

Nanda disse...

Que lindo post flor ^^
é magico quando isso acontece, quando tudo faz sentido e aquela ideia finalmente se transforma em algo palpável e real.

Eu sei da mente brilhante que você tem e do seu potencial sem igual ^^

Você escreve super bem mesmo.

Que suas ideias continuem iluminadas!

Jaqueline Sco disse...

Excelente! Adorei a escolha de palavras!