sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Maurício de Sousa, a leitura e minha rica infância

Como grande parte das crianças brasileiras *agradeço a Deus por serem tantas!*, cresci lendo a Turma da Mônica!

O Maurício de Sousa sempre foi um ídolo pra mim, e uma das maiores alegrias que tive foi poder apertar sua mão e, mesmo visivelmente exausto após uma maratona de autógrafos (não só no dia em questão, mas por semanas seguidas!), ter minha personagem favorita desenhada por ele, com tanto carinho e atenção, para mim!


Eu sempre fui uma bookworm, devoradora de livros! E sempre quis que as pessoas soubessem e entendessem o quão mágico é abrir um livro.

Há algumas semanas, assisti ao vídeo Ponto de Virada com o Maurício de Sousa no YouTube.

E, entre tantas, uma das coisas que me chamou a atenção em relação ao Maurício foi sua relação com os livros durante a infância.

Eu sei que preciso sempre agradecer à minha família por isso. Minhas primeiras lembranças são de olhar as imensas estantes de livros da casa do meu avô. Eram tão altas, tão cheias...

Livros com capas duras belíssimas, com bordas douradas e desenhos em relevos.

Livros encapados com papel pardo e etiquetas brancas com bordas vermelhas, com títulos escritos com caneta hidrográfica preta em uma letra impecável.

Livros encapados com papel de embrulho com estampas de flores, sempre tão delicadas!

E as capas originais da grande coleção do Monteiro Lobato, com gravuras que me faziam sonhar antes mesmo de abri-los?!

Eu mal podia esperar para aprender a ler. E, até hoje, eu tenho essa ansiedade, essa fome por ler, ler tudo, ler a qualquer hora, e segurar os livros, e cheirá-los, e senti-los em minhas mãos.

Uma das coisas mais agradáveis para mim é abrir um livro pela primeira vez e ler as primeiras linhas, os primeiros parágrafos. É uma paixão indescritível!

Ter um avô, uma fada-madrinha e uma mãe *entre tantos maravilhosos exemplos em minha vida!*, todos leitores assíduos, certamente me deu algo que levarei pelo resto da vida.

Aprendi a ler antes de ir para a escola pela primeira vez por isso. Por essa coisinha, essa herança que ganhei, essa fome dentro de mim que nunca será totalmente saciada. E é essa a beleza disso!

Eu sempre terei novos mundos para explorar, novos autores para conhecer, novos lugares para ir! Terei experiências ruins, experiências boas e experiências inesquecíveis, mesmo sem sair do meu quarto (ou de qualquer lugar que eu estiver)!

Por isso eu entendi quando o Maurício falou sobre como essa infância rica em palavras influenciou o resto de sua vida.

Influenciou a minha também.
E serei eternamente grata por isso.




:)

Um comentário:

Hanna disse...

Ah que delícia!!!!
Cresci lendo turma da Mônica e tenho um pouco dos gibis comigo até hoje.
Rabiscados, eu fingia ser professora e colocava o nome dos "alunos" (meus colegas de classe) e brincava de corrigir, dar notas... E cresci assim.
Olho pros gibis e tenho orgulho, mesmo estando rabiscados, alguns sem capas, pois isso joga na cara a minha criatividade, como eu me virava dias e dias sozinha (filha única NÃO sofre hahahaha)e quantas vezes eu li, reli, brincava de ler pra "classe" hahaha
Também nunca vou esquecer o primeiro livro que ganhei, da Cinderela que nós puxávamos as abinhas e os bonecos se moviam...
Entendo perfeitamente o quão mágico é ler.
Você é transportada pra outro mundo, sente as alegrias, as tristezas, e se bobear até o clima...
Agradeço muito também aos professores, o incentivo era enorme!
Hoje não vejo mais isso pelas escolas, mas não é desculpa né?
Adorei o post querida, me fez voltar no tempo também!